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30 outubro 2005

Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem


Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português.

Havia até agora no mundo, países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam.

Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Alias, tem mesmo um só elemento: Portugal.

A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinham também uma das mais elevadas dinâmicas de progresso.

Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado: "O País Que Não Devia Ser Desenvolvido".- O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses. Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. "De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas. Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.

Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento.

Actualmente a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no mesmo período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual. Mas, quando se olha para a estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas, deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido.Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação.

Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhante às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omni presente e bloqueante.

É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma:Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento.

Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. Citando as próprias palavras do texto: "Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe.

Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho. "A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português.

No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável."O texto termina dizendo:

"O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa?".


João César das Neves


Verborreado por electrofracote às 23:49 |




26 outubro 2005

O Pedro comeu o Grelo da Ivânia!!!!!!!!!

(sem comentários...)


Verborreado por Olivia_palito às 10:19 |




25 outubro 2005

É pr'amanhã...

Malta! É pr'ámanhã!

As 14:30 da matina que é para acordar! A faculdade não gosta de se levantar cedo e como hoje é a última noite da latada...


Verborreado por Luis Silva às 14:15 |




23 outubro 2005

Buba deira...

Em nome de mim próprio, humm,hmm venho invocar vossasss alminhass para uma noitada de copos, s, s!Hum!

Issssso, já para num falare na Minha defesa de Mejstrado, na Quarta-feira dia 26, z, z, hum! Pelasjz onjze horasz!

A noitada, hummm, a decorrere na mesma noite a partire das 22:30 nas Amarelasjze, hum!


Verborreado por Luis Silva às 17:30 |




21 outubro 2005

cores do blog!!!!!!!

olá lá , ó electrofraco... eu não te deixei ai uma lista de cores enorme??? porque é k isto tá sempre com a mesma??? hã??


Verborreado por Filipa Balau às 15:22 |




20 outubro 2005

Déjà vu


...
Amélia encontrou Toni numa velha leitaria
entre as bolas de Berlim com creme e o sol que arrefecia
ele falou-lhe de um presente bom e de um futuro emocionante
e escondeu-lhe tudo o que pudesse parecer decepcionante
...


O lado errado da noite - Jorge Palma


Verborreado por electrofracote às 14:37 |




O Luís, o Luís já vai p'ra Paris

Pois é malta, já é oficial, o JC conseguiu a bolsa de doutoramento em Paris e, como podem ver, já está de mala aviada!



Verborreado por electrofracote às 10:00 |




18 outubro 2005

O outro baile da Palito

Ó Palito vê lá o que encontrei!



O Rui está com ar de tá a circular, não há nada pra ver, as gajas são minhas e ninguém lhes põe as mãos em cima. E já agora, para quem não sabe: a outra gaja é a melhor amiga da Palito e vai ser rasgada daqui a mais ou menos 18 horitas.


Verborreado por electrofracote às 23:55 |




17 outubro 2005

Tenho uma tartaruga...


No seguimento do meu anterior animal de estimação, apresento-vos aqui a Eva. Na foto acima ela está esparramada ao Sol a fazer o que melhor faz: nada (aliás, é a única coisa que ela faz...!). Mas como todas as fêmeas, tem um feitiozinho danado! Experimentem fazer-lhe festas!! Fiquem sabendo que o facto dela não ter dentes, não signifique que não magoe!! A carapaça está com um pouco de mau aspecto, porque ela está a mudar a cobertura superior da mesma! Daqui uns tempos terá uma carapaça verde acastanhada, muito brilhante e perfeita!!


Verborreado por Olivia_palito às 11:59 |




14 outubro 2005

Bruno a tocar bateria...

Oi!
Querem ver/ouvir o Bruno tocar bateria?
Desculpem lá a qualidade da gravação mas foi com uma simples camara fotográfica... além disso era o aniversário do Bruno e eu já tinha bebido qualquer coisita... Bom, não muito... o suficiente para eu subir à bateria e lhe espetar um beijo enquanto ele tocava sozinho no palco! :) Foi giro!


Verborreado por Filipa Balau às 11:59 |




13 outubro 2005

Aposta e risos!

Um destes dias, estava eu a lanchar alegremente, tendo comprado dois muffins de chocolate (é para a dieta!), quando o electrofracote pega num deles e pergunta quanto do muffin é que eu estou disposta a oferecer... Ao que eu respondo, "ofereço-te o que conseguires pôr na boca e mastigar...".
Está lançado o mote, eis o resultado, as fotos ficaram muito desfocadas, que eu não conseguia parar de rir...





Verborreado por Olivia_palito às 13:58 |




12 outubro 2005

Comissão Europeia - Inglês vai ser adoptado como língua oficial

The European Commission has just announced an agreement whereby English will be the official language of the European Union rather than German, which was the other possibility. As part of the negotiations, the British Government conceded that English spelling had some room for improvement and has accepted a 5-year phase-in plan that would become known as "Euro-English". In the first year, "s" will replace the soft "c". Sertainly, this will make the sivil servants jump with joy. The hard "c" will be dropped in favour of "k". This should klear up konfusion, and keyboards kan have one less letter. There will be growing publik enthusiasm in the sekond year when the troublesome "ph" will be replaced with "f" This will make words like fotograf 20% shorter. In the 3rd year, publik akseptanse of the new spelling kan be expekted to reach the stage where more komplikated changes are possible. Governments will enkourage the removal of double letters which have always ben a deterent to akurate speling. Also, al wil agre that the horibl mes of the silent "e" in the languag is disgrasful and it should go away. By the 4th yer people wil be reseptiv to steps such as replasing "th" with "z" and "w" with "v". During ze fifz yer, ze unesesary "o" kan be dropd from vords kontaining "ou" and after ziz fifz yer, ve vil hav a reil sensibl riten styl. Zer vil be no mor trubl or difikultis and evrivun vil find it ezi tu understand ech oza. Ze drem of a united urop vil finali kum tru. Und efter ze fifz yer, ve vil al be speking German like zey vunted in ze forst plas.


Verborreado por electrofracote às 12:13 |




10 outubro 2005

Viena - Vienne - Vienna - Wien

Alguns aspectos da cidade











O edifício no qual é realizado - e transmitido para todo o mundo - o tradicional Concerto de Ano Novo




O liceu frequentado por várias pessoas famosas como Schrodinger




A recompensa da visita ao parque nacional Donau-Auen ao cair da noite: a foto de uma raposa !!!




O segundo maior cemitério da Europa: 3.3 milhões de almas...




A campa de Boltzmann - paz à sua alma




Aspecto do concerto a que fui assistir




O local do concerto - Palais Auersperg




Verborreado por alphace às 18:15 |




08 outubro 2005

Desenrascanço em Inglês

From : Wikipedia, the free encyclopedia: Desenrascanço: Impossible translation into English.

It is a Portuguese word used to describe the capacity to improvise in the most extraordinary situations possible, against all odds, resulting in a hypothetical good-enough solution.

Portuguese people believe it to be one of the most valued virtues of theirs.

ver aqui.


Verborreado por nuno às 15:40 |




06 outubro 2005

Ó doutor, doutor!

Pois foi! Lá fui eu a mais um jantar de cursos do departamento de física, juntamente com a Palito e o Senhor_do_Mundo. Deixei de ir a estes jantares andava eu no quarto ano do curso, mas o ano passado voltei a ir. É que há muita gente neste departamento que não nos conhece (claro está que isto não se aplica ao JC, que conhece toda a gente) e podemos fazer um figurão do caraças. Foi o que aconteceu ao passarmo-nos por caloiros. Sim, caloiros! Como não nos conheciam, atributo que partilhamos com os caloiros, arranjámos uns adereços para enfeitar as nossas cabecitas, nos quais escrevemos os nossos nomes. O isco estava lançado, só faltava caçar doutores. Aconteceu e foi bom, muito bom. Muito resumidamente foi assim:

Senhor_do_Mundo - Ó doutor, doutor!
Electrofracote - Ó doutor, então!?
Veterasno (chamemos-lhe assim para não ferir susceptibilidades) - Você chamou-me?
Ef. (para SdM) - Ó caloiro!, chamaste o doutor?
SdM. - Eu!? Mas para que é que queria chamar o doutor?
V. - Caloiros: de quatro! Agora!
Ef. - Olha-me este! Nós, de quatro? Porquê?
V. - Já disse, de quatro!
Ef. - Eu quero lá saber o disseste...
V. - Respeito, caloiro.
SdM. - Olha, este quer respeito!
Olívia_Palito - Ó doutor não me queres praxar?
V. (furioso) - Voces vão se f*d*r, voces vão se f*d*r.
Ef. - Fixe! E praxe, não? - tirando o adereço da cabeça - Olha lá, assim já pareço estudante de doutoramento?
V. - Caloiro! volta a pôr isso na cabeça! Voces querem-se f*d*r é isso que querem?
Ef. - Sim, eu quero!
V. - Eu já vos trato da saúde.

E lá vimos o veterasno a ir pedir reforços. O reforço conhecia-nos (era um dos poucos com esse privilégio) e destou-se a rir na cara dele quando viu os supostos caloiros... Escusado será dizer que durante o resto do jantar sempre que o veterasno passava ao pé da nossa mesa nós o chamávamos e ele não sabia onde se enfiar... Eh eh eh! No fim, à saída da cantina das químicas fui interpelado por outro veterasno que também me queria praxar. Que fixe! duas vezes no mesmo dia! Imaginam o resto?

Para mim o melhor da praxe é quando os caloiros praxam os doutores. Só não percebo é por que não o fazem! É muito, muito mais divertido do que ser anti-praxe ou outra coisa qualquer. Basta ter imaginação.



Podem ver aqui mais fotos do jantar.


Verborreado por electrofracote às 15:46 |




03 outubro 2005

Um "cordel de salvação"

Parece que o Peseiro tem mais uma desculpa para não se demitir...
Não que ele precise, claro. Se tivesse o mínimo de personalidade e vergonha na cara já se tinha demitido há muito tempo!


Verborreado por Alexandre Lindote às 16:44 |




Coja

Lá para os lados do Piódão, mas um bocadinho mais perto de Coimbra, fica Coja (terra de ligada a personalidades bem conhecidas dos membros deste blog, como o Chico e o Jorge da sinderela). E foi por lá que passei este fim de semana, junto com um grupo bem divertido de amigos... Aqui ficam algumas fotos, para quem estiver interessado.
E, como já vem sendo hábito, aqui fica a minha preferida. ;-)



Verborreado por Alexandre Lindote às 11:59 |




Piódão? Onde é isso?

Para responder de uma vez por todas a esta pergunta, que tem surgido amiúde desde que mostrei aqui as fotos de Piódão, aqui fica o mapa da Michelin para vocês se orientarem... Se quiserem um mapa mais pormenorizado vão ao site deles...


Verborreado por Alexandre Lindote às 11:49 |




Martim quê?

Parece que esta menina da SIC Noticias, conhecida por ser uma verdadeira pedra de gelo (isto mesmo foi noticiado várias vezes pelo jornal de referência de todos nós, o "Inimigo Público"), talvez não o seja assim tanto como isso... :-)
Senão apreciem lá este video... Olhem quem não terão concerteza muito mais oportunidades de a ouvir dizer isto... ;-)


Verborreado por Alexandre Lindote às 11:20 |




Escalada

Fui ontem, juntamente com o Renato e o Manel, à Baía do Mexilhoeiro em Cascais para escalar. Tirámos algumas fotografias e estão disponíveis aqui.


Verborreado por electrofracote às 11:00 |




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